terça-feira, 30 de julho de 2013

Tudo.

Depois de muitos dias em silêncio...

outros de indiferença, e mais dias sem sentido,

olhei para os céus.

Lembrei de Deus me perguntando hoje, depois de 6 anos em que O conheci:
"O que tanto te importa?
Não era simplesmente bom quando você estava no caminho e confiava que Eu estava à frente?"






E de noite vi, em cima de mim, as estrelas...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Saudade diferente.


Saudade
Sorrateira
Profunda,
Junta.

Perto. E mesmo assim, saudade.
Cuidados, e mesmo assim, insegurança.

Saudade, saudade.

Te vejo, te ouço. Te sinto.
Te agradeço, te entrego. Te sigo.
meu grande Deus.

Mas ainda sim...
Saudades.

Saudades, talvez, Deus, de te reconhecer.
Mesmo sabendo, mesmo protegida.
Mesmo no caminho, mesmo na fé.
Que és Deus.
E só.
Ou melhor, e tudo.

Peço mais.
Do que sua filha não entende.
Menos do que ela quer. Menos do que defende.

Saudades, saudades.

Seja eu mais você, menos eu, Deus.
Porque ainda vivo: por mim.
Você faz falta aqui.
Vem?

Em nome de Jesus Cristo. Amém...

Casa - 5 de Março, 2013

Desatenta, passei pela janela e senti um vento forte.
A noite chegou, o céu estava ainda cinza, as árvores dançando.
Então me lembrei de uma sensação que não sentia a muito tempo, por um instante.
A forte certeza, em uma leve paz, do amor, presença e segurança de Deus sobre minha vida diante do passado, presente e futuro.
Passei minutos olhando pela janela a noite movendo. E senti saudades. Mesmo, daquelas de doi e você pensa "eu quero mais". Então peguei o notebook, subi as escadas da sacada da casa, e em grande silêncio escrevi do que sentia falta, à Deus.


Saudades de você, Deus.
Não sei bem porque senti essa nostalgia triste.
Sinto falta daquela segurança que já senti por ser sua filha. Saudades de estar plena, em profunda ligação, compreensão do seu amor por mim.
Saudades Deus, de poder olhar para você sem desdém. Saudades Deus....de ouvir do seu sussurro, firmes promessas.
Saudades Deus do sentimento de estar na missão do Rio. Saudades Deus de saber que és destemido.
Saudades Deus de sonhar junto com você.
Sim, Deus. Você está aqui. Eu sei.
Mas acho que eu não estou.
Quero nossa intimidade de volta. Seja no silêncio.
Seus ventos, o som das árvores que cantam em seu mover, o ar fresco, o cheiro das flores perto de casa, a Sua presença...me fazem lembrar quem fui.
Muito mais filha.
Porque eu acreditei. Porque meus olhos pousavam no Senhor.
Porque meu medo não era mais importante.

Deus...
Quero voltar para casa.

Um pedacinho do céu - Janeiro de 2013


(segunda nota em meio ao acampamento das crianças)

“Há menos de um ano, eu presenciei um milagre na viagem missionária. Não contei a ninguém, prometendo à Deus que seria nosso segredo. Mas no final de contas, eu menti. Porque eu o guardei para mim, somente. Tratei um milagre de Deus algo que talvez tivesse acontecido. Chegando até a me perguntar se realmente aconteceu:
No penúltimo dia da viagem missionária, enquanto a EBF era encerrada, sem prestar muita atenção, uma criança veio até mim. Olhou diretamente em meus olhos. Brandamente, abrindo um sorriso com um profundo olhar, me disse “Deus está com você..”. Ricardo tinha 3 anos. E eu tive certeza que Deus quem mandou a mensagem.

Hoje lembrei disso, depois de quase 8 meses no acampamento de verão de 2013 das crianças de minha igreja. Fui como professora para serví-las, mas sinceramente, nem havia pensado o porquê de estar aqui. Percebo hoje que apenas vim, por graça(de Deus). Fui para ajudar, mas aprendi muito mais.
Ao longo do retiro Deus criou em mim coragem de ter fé que crianças podem ser salvas, independente da idade. Crianças cristãs agem diferente, que tem grandes possibilidades de mudar, crianças que demonstram muito amor. A vida de cada criança experienciei, junto com elas momentos de esperança e mesmo, milagres.
Em nossa última noite, oramos, depois de ouvir uma palavra profunda em relação ao bem, ao pecado e o céu, verdadeiramente diante da presença de Deus. Vi crianças se arrependerem de verdade. Crianças chorarem orando pela vida de outras crianças. Crianças serem tocadas pela palavra de Deus.
Percebi que Deus faz milagres no deserto. E na terra, ainda existe um pedacinho do céu, na presença de Deus, nEle...”

Amor de Deus - Janeiro 2013

(em meio ao acampamento das crianças, escrevi...)

"Depois de colocarmos as crianças para “dormir”, nos reunimos para orar. Chegando no salão de culto, estava nossa líder, a evangelista, orando. Começamos a conversar um pouco, e logo retratou a viagem que fora em que ela ouviu boas palestras e que teve bons momentos com Deus. Fui muito tocada pelo seu olhar, pela forma como ela contava com todos seus sentimentos o que ela recebeu de presente de Deus lá: saber que Deus a amava. Muito tocada no “como” ela falou, seja pelas palavras, gestos, de seu encontro com Deus. Enquanto ela ainda compartilhava, vieram os outros professores e continuamos ouvindo um pouco mais sobre Deus em sua “simplicidade” e amor.
Ao longo da conversa, a reunião de oração dos adolescentes acontecia com grande fervor, dando o parecer que estávamos mesmo, era bem próximos ao outro salão de culto. As orações iam aumentando e a sensação de ouvirmos pessoas entregando seu coração e orando sem desdém, também. Senti uma grande nostalgia de ter passado por essa “fase”. Uma fase de cura, quebrantamento, encontro direto, sobrenatural, em que recebi muito de Deus explicitamente. Mas percebia que era tempo de lidar com silêncio. Lidar com sussurros de Deus, servidão, obediência...


Uma das coisas que mais presenciei com as crianças daqui foi a preciosidade dessas pequenas grandes vidas para Deus. Como é lindo ver crianças sem vergonha nenhuma de serem quem são. De ouvir elas falando que serão cientistas, de ouvir eles falando “Deus é bom”, “Aleluia”. Ver o sorriso deles de um ouvido ao outro. Percebi que não pensava que havia sido tão preciosa à Deus quando criança e, muito menos agora. Mas era tão óbvio olhando as crianças. Vendo como elas foram feitas com amor, como elas tem capacidade, como elas tem muito a mostrar. Entendi que Deus estava me mostrando que também me amava. "

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

De repente.

A sensação de estar andando entre corredores com enfermeiras e médicos era estranho. Ficar na cafeteria do hospital também. Sentar no chão, enquanto estou tirando a mochila com pertences de casa, e pedir a Deus mais uma chance, também.
Passamos eu e dois primos em um dos hospitais mais conceituados por aqui pela saúde de minha mãe. Foi tudo tão repentino. Nenhum grande sintoma mas pressão 22 por 11. Quase UTI. Tão estranho.
Não sei se é minha falta de consciência ou a paz que Deus me deu mesmo. Não senti medo da morte. De deixar mamãe ir embora. Não que quisesse, porque também orei, pedi como pedido de oração e me preocupei. Mas sabia que todas as coisas, incluindo vidas, que Deus dá, Ele também pode tirar. Além de saber que Ele ouve orações sinceras.

Pedi a Deus que me ensinasse a amar e dar mais valor à família. Fosse Ele sempre meu Deus, minha base.
Estávamos esperando o resultado dos exames, e a pressão estava 14 por 11. Sem problemas nos exames.
O médico disse "Não sei que santo, mas se tava com um ein, Senhora". No mesmo dia em que este mesmo tinha dito sobre UTI, liberou minha mãe para casa, apenas com receitas e marcações de consultas.
Meu Deus é Deus de milagres. Meu Deus ouve orações.
Seu tempo é um presente.
A Ele tudo pertence.
Ele dá esperanças.

Ela disse, quando estávamos indo pra casa, assim que comentei das pessoas que oraram por ela: "Vai ver que é por isso que sarei rápido".

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Nuance. Pipas.

É muito interessante como você tem encontros a todo momento com pessoas que você não faz ideia de quem sejam e o que fazem. Você não faz ideia de quem seja um atendente quando você está tomando simplesmente um café. Eu não fazia ideia.
Hoje acabei me atrasando para minha aula teórica da autoescola. Como o detran tem questões muito burocráticas, não pude entrar na aula, de qualquer jeito. Sem rumo, com um livro e apostila, fui à cafeteria onde marquei de me encontrar com uma amiga. Uma amiga-contato, na verdade.
Logo de cara fui muito bem recepcionada. Achei o atendimento diferenciado e me impressionei com a forma como aquele moço era polido de forma tão natural.
Passei a ler boas páginas do livro Inteligência Emocional que conta também sobre a questão da consciência de suas emoções, habilidades e o grande resultado sobre tais fatores em momentos e caráter de uma pessoa. Então, observei o homem que me atendeu e estava por perto, dando todas as opções possíveis para o meu conforto. Até repelente.
Percebi, vendo-o que ele parecia ser uma pessoa muito confiante ou segura. Quando ele começou a falar sobre o café, o perguntei, ainda admirada com sua polidez, o que fazia fora o horário de trabalho. Imaginei, com boa certeza que seria um estudante de administração, ou qualquer coisa que estivesse inteiramente ligado à comunicação. Então, ele me responde que é grafiteiro e participa de um projeto a fim de ajudar crianças e mulheres em horários livres. Muito interessante. Fiquei mais curiosa, e perguntei a ele os motivos. Por que ele fazia um projeto beneficiente, por que ele, sendo grafiteiro, trababalhava na cafeteria, e mais alguns porquês. Ele me respondeu, sem medo, sem pudor, de forma clara e simples. Ah, e interessante, porque nunca vi um grafiteiro.
Ao longo da conversa, descobri que ele mora em uma favela, que pinta há bons anos, que defende um ímpeto e valor muito consideráveis e tem uma conversa interessantíssima.
Incrível! Como ele tem potencial. Tão inesperado. Fiquei muito feliz de poder conhecer, tão simples assim, uma pessoa tão diferente.
Todas as pessoas tem uma capacidade muito maior do que a sociedade as rotula, moldando-as a entrarem na máquina padrão de um "cidadão".
Deus é incrível. Espero poder ver esse moço de novo, poder falar sobre Deus, se der, não sei. Porque todos também "merecem" conhecer Deus.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Enfim


Foi muito difícil entender uma coisa que eu entendi no meio de uma crise. Não, no final de uma crise.
No meio de uma conversa que tive com uma amiga mais velha, senti um grande incômodo. Não com ela, nem com a situação. Com minhas travadas, os seguidos silêncios, o desconforto. Sentia isso tão dentro de mim e falava isso de boca para fora, mas ainda estava digerindo a conclusão.
De que sou diferente.
Haha. Que simples.
É algo tão banal. Mas foi muito difícil entender isso. Quero dizer, de estar entendendo isso.
Seja por não ter irmãos, seja pela minha personalidade, seja pela forma como meus pais me criaram, sejam as amizades que tive, ou mesmo, tudo e nada disso.
Me questionei muitas vezes "Por que não consigo fazer isso?".
Tão estranho. Como pode parecer tão impossível fazer algo que alguém faz tanta facilidade. Como pode uma pessoa ter tantos bens. Como pode uma pessoa ter tantos talentos. Isso foi se dissolvendo dentro de mim, e com grande inveja fechei as portas por perto para comparação. Fiquei com uma vontade tão grande de aprender várias habilidades que até pensei em testar algumas alternativas, para ver se "me" treinava. Mas é claro que mudar não é questão de momentos curtos.
Apesar de algumas pessoas me contarem sobre essa diferença, entendi a partir de momentos como uma aula de Criação na faculdade.
Tivemos de trazer nas últimas aulas do semestre, uma apresentação do que gostamos/fazemos que caracterizasse a sí mesmo. Houveram apresentações muito legais. Alguns fizeram de última hora também. Uma das coisas que mais ouvi ali foi "como eu não sei fazer nada...". Me surpreendi com a vulnerabilidade que eles expuseram. Foi tão sincero, mas tão errado. Ali eu me vi deles e diferenças. Me vi na insegurança e na cega crença na falta de talentos que as pessoas, a sociedade ou o senso comum valoriza. Percebi que eles são tão jovens, errados, perdidos quanto eu. Uma coisa que eles sabem bem é brincar.
E eu não sei brincar direito. Não porque alguém judiou de mim nem nada disso. Só não sei, direito.
Ah! quanto tempo demorei para entender isso. Quanto tempo ainda vou demorar para digerir e lidar com isso.
Sou diferente.
As pessoas não gostam de mostrar suas inseguranças, suas perdas, suas fraquezas. São tantos seguindo realmente o que acham bonito, não o que acreditam, aprenderam, viveram.
Eles não sou melhores que eu. Eu não sou melhor que ninguém.
Somos todos diferentes, só.

"Sim"


Quando alguém espera um não, certeiramente, o sim é, primeiramente, uma reação. Depois "não acredito". Enfim, "obrigada".
Hahahaha. Não acredito. Obrigada.
Eu não merecia, mas você me deu.

Obviamente, não foi a primeira vez que recebi algo de Deus de graça. Mas de alguma forma, seja por tudo que aconteceu, eu senti que foi uma "primeira" vez. Acho que foi a primeira vez que entendi, plenamente o sentido de graça. Literalmente ganhar algo que você não merece.
Não sei se isso é um espaço para escrever um testemunho do que Deus fez. Bom, não importa. Falarei.
Durante quase dois meses eu fiquei em crise. Sim, mais uma vez. Quando me deparei com algo que eu tive certeira absoluta que não seria capaz de lidar entrei em profundo desespero. Me deparei com meio maior medo, mais uma vez. O medo. Não havia nem duas semanas do avivamento que tivemos na igreja, e eu joguei quase todas as bençãos no lixo. A cada 10 minutos eu ficava desesperada pensando "não consigo". Depois de me comparar muito com os estavam no mesmo curso que eu, com os que estavam perto e até mesmo longe de mim, concluí que era incapaz. Isso era uma verdade tão grande para mim que eu simplesmente queria socorro. Joguei todo meu orgulho para suplicar qualquer ajuda que pudessem me dar. Conversei com inúmeras pessoas. Queridas, conhecidas e até mesmo estranhos. Conversei desde pessoas que me aconselham até meu professor de filosofia que encontrei em um dia de grande angústia em uma sala vazia. Descobri muitas coisas:
Estou em constante mudança;
 Não, não me conheço bem;
Eu preciso da ajuda dos outros, não para "vencer" eles, ser melhor ou igual.
Toda imagem de si uma hora vai quebrar.
Toda mudança começa hoje, não amanhã.
As pessoas são muito diferentes e carregam consigo uma bagagem.
Simplicidade é algo maravilhoso.
Poder rir sem desdém é graça.
Ser diferente não é ruim.
Existem pessoas que te amam de verdade, mesmo que você não saiba.
Você nunca terá controle nenhum sobre o que falam ou acham de você.
Você vai errar, ser mau e incompetente zilhões de vezes.
Nem tudo precisa de sentido e valor.
Deus não desiste de você. Mesmo.
Deus provém, Deus cuida.
Nem tudo precisa de resposta.

Fiquei tanto tempo tentando satisfazer uma idealização que meus problemas internos iam se resolver em algum momento, que só entendi e percebi aprendizados depois que tudo passou. As vezes, por mais que domínio-próprio seja um fruto do Espírito Santo, por mais que razão seja algo necessário, tem coisas dentro de nós que precisam de tempo. Tempo para entender o que "diferença" quer dizer, no meu caso.
Tudo isso, no final, foi bom. Porque toda dificuldade e crise pode ser uma oportunidade  para mudar.

Poltronas


Novembro/Dezembro de 2012


Chegando o final do ano as coisas começaram a mudar. Com o passar do semestre, muito do que estava habituada mudou de novo. Organização, trabalhos, pessoas, experiências. Só que no meio disso me aprofundei no meu conforto lapidado da certeza.
Com o passar da correria e a chegada de algumas pressões, comecei a observar aquilo que importava demais para mim. Como estava agindo com as outras pessoas, porque, queria sim, sobreviver. Queria entender essa droga de gingado que nunca consigo ter de socialização. Só que para remanejar e entender as pessoas, comecei a tomar posse de todos meus pensamentos em grandes julgamentos. Aquela pessoa é assim, porque fez isso e aquilo e talvez ela pense isso de mim por causa disso e aquilo. Só que ao passar dos trabalhos em grupos, já que todos meus trabalhos da faculdade são em grupo, comecei a perceber que havia muita coisa que não conseguia acompanhar.
Seja por dificuldade, por falta de organização, por preguiça, desleixo ou negligência, fiquei a parte do que eu tinha certeza que estava seguindo.
Então comecei a entrar nos meus mais confortáveis sentimentos que viam todos e tudo contra mim. Tudo que eu não estava apta a fazer era obviamente culpa de cada situação ou atitude minha. Só que eu entrei em um zen de pensamentos, de reflexão, de indignação que tudo virou em  Eu e o controle remoto de todos os Programas.
Tive certeza absoluta que estava sendo um grande incomodo por minha incopetência. Só que as palavras dentro de mim ganharam uma amplitude muito grande.
Eu não consigo porque Eu sou incapacitada. A situação em que Eu estou inserida porque Eu acho que essas pessoas não aceitam o Eu estava tentando fazer.
Tive uma grande certeza no meio de todo esse sentimentalismo, pensamentos e negligência. Eu tinha o controle e eu havia perdido tudo aquilo. Então tudo se tornou caos.
Caos de ser desorganizada caos de não conseguir.
Comecei a imaginar as piores situações possíveis e que nada mais daquilo valia a pena, porque "eu não..." qualquer coisa.
Entrei em pânico, comecei a vomitar toda minha confusão para as pessoas esperando qualquer consolo ou direcionamento. Àquelas que estavam se preocupando verdadeiramente comigo apenas usei de grande pretexto para achar qualquer resposta.
Tudo foi confusão, confusão e confusão.
As coisas só acabaram por se acalmar porque eu comecei a perceber que tinham coisas que eu tentava até o fim mas que realmente não valiam absolutamente nada.
E em tudo isso Deus estava lá. As pessoas que me amavam estavam lá, a situação era a mesma. Eu estava diferente.


Fugi tanto que descobri que não havia mais saída para negligência. Tenho um propósito, estou em uma atividade, as coisas estavam acontecendo.
Apesar de ter sido muito mal agradecida e ignorante nos momentos que falaram comigo, agradeci depois a Deus por cada momento que se importaram comigo. Entendi que realmente não estava tão sozinha como pisei e afirmei que estava.
Hoje recebi uma grande benção de ouvir que sou especial.
E não foi um consolo, graças a Deus porque consolo meu é que não faltava. Mas uma afirmação de uma amiga que havia desconsiderado no meio da minha nuvem de pensamentos na minha poltrona de certezas.

É bom entender que as coisas tem eixo. Jogar tudo para o alto, rasgar tudo que está a minha frente não me tirará de nada, apenas me levará mais longe da resposta. Que nunca esteve em nenhuma das pessoas que apelei tanto a conversar, mas em Deus.
Como é bom ter a vida de Deus. Tenho certeza que se fosse por mim, nada disso: sonhos esperança, seguir em frente faria sentido. Apenas estaria fazendo porque precisava e estaria em um verdadeiro vazio que mal eu saberia que estaria inserida.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Poltronas"


Começou a garoar, mas continuei correndo. Estava correndo naquele estádio há um tempo, que não sabia quanto era. Nem sabia também que estava correndo de costas.

No caminho da vida, depois de conhecer o caminho certo e depois de passar por provações, comecei a correr. Nesse mesmo caminho, meu guia, Deus, conversava comigo me direcionando. Uma vez, pus-me a falar com Deus. Mas ao estar exaltada, minha voz acabou por cobrir a voz de Deus. O caminho mudou, com meu próprio direcionamento.
A corrida só continuaria se aceitasse quem era para seguir em frente, e através de tempo, oração e pessoas. Durante um ano, consegui correr ainda. Ganhei muitas bênçãos e conhecimento, mesmo correndo em um chão diferente, com pessoas diferentes ao meu redr. Aos poucos, porém comecei a falar mais alto. Então, comecei a correr de costas, sem perceber. Perdendo a direção, estava apenas correndo. Corri de costas por mais de um mês, sem perceber. Deus falava comigo, mas ouvia pouco, corria mais. Meus tornozelos, meu joelho, meus pés estavam sustentando algo de errado. Até que abruptamente pararam e eu caí. Caí e não senti nada. Vendo uma poltrona ao meu lado, sentei-me nela e reparei o lugar que estava. Um estadio? Comecei a ficar com muito medo. Não sabia onde estava e entrei em pânico. Vi do meu outro lado uma poltrona maior, mais bonita que tinha o nome "Certezas" e pulei pra ela. Então, comecei a ouvir de mim, do fundo de mim "não consigo", repetidas e repetidas vezes. Olhei para os lados e comecei a gritar de medo. Gritar para aqueles que amava e aos estranhos, qualquer coisa, só para ouvir consolo. Mas ouvi palavras que me levavam a Deus, não consolos. Quando a chuva clareava e ficava mais calma, vi uma outra poltrona e impulsivamente pulei nela. Essa terceira poltrona tinha o nome "Insegurança". Sentada nela, apenas entrei em silêncio. Deus começou a falar mais alto, em um sussurro.
    Estava na faculdade, indo comer alguma coisa na cantina. Mais em paz, de ter conseguido estudar, comprei um achocolatado e fui pegar o elevador. Encontrei, de repente, uma professora com quem queria conversar naquele dia. Conversamos um pouco e ela quis me ouvir. Fomos até o andar que é o refeitório para funcionários e ela ofereceu irmos "tomar uma sopinha". A sopa estava quentinha e naquele dia, estava garoando e não havia almoçado. Conversamos e fui falando minhas ideias malucas(de fuga). Ela me ouviu atentamente e atenciosamente. Me deu conselhos sobre a opinião dela, de forma bem realista. E prestando atenção à situação percebi como Deus estava sendo amoroso. Eu havia fugido e Ele estava me alimentando, deixando falar com a professora para ver que estava errada. Quando ela foi pagar a sopa e eu fiquei a mesa, ouvi, dentro de mim Deus falar "Filha, o que está fazendo?" brandamente.
   A única coisa que eu tinha que fazer, em tudo isso, era levantar das poltronas. Deus foi esclarecendo cada vez mais quando estava insegura. Ele me deu três chances de tomar a decisão. Eu queria que ele segurasse minhas mãos para levantar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Palhetas.

- Deus por que você não pode me dar algo melhor?
- Por que você não pode fazer com que eu tenha algo que talvez, eu mereça mesmo?
- Deus...me dá mais talentos?
- Ah, Deus, você podia me dar também alguns materiais. Estou precisando.
- Deus, faz?

- Se você não consegue dar valor a coisas pequenas, como vou te dar algo maior?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pequenas grandes felicidades.

Em momentos bem singelos Deus me traz felicidades. Ver um pouco melhor os caminhos em que estou andando me traz muita paz. Também, não estar entretida em uma distorção pessimista sobre o futuro dá aquele gostinho bom de confiança.
No meio de uma grande bagunça divertida da faculdade encontrei felicidade.
No sorriso de um primo, que agora é pai, encontrei felicidade.
Em momentos com uma amizade querida. Nos momentos que meus aluninhos falam "professora". Nas pausas, nas ocupações de minhas coisas.
Nas "amistosidades" com meu pai.
Nos momentos de oração, em que sou envolvida por meu Deus.
Pequenas, amáveis grandes felicidades.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Feixes fragmentados.

Venho sentindo incômodo com algumas pessoas. Pessoas nas quais vejo coisas que quanto mais vejo, mais desgosto. Enquanto a porta da convivência batia mais a porta, com mais raiva ficava.
Muito...desgosto.
Eles tem neles, separadamente algum desespero desnecessário e feio. Ou vejo carência ou jogo de interesses. Tão irritante...porque refletem algo que, por mais silencioso que seja, está dentro de mim.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lucas 9:3

- Deus...
Está difícil obedecer. Acho que não tenho o que preciso pra mudar, sabe?
- Solte tudo.
- Que? Mas tenho coisas para preciso resolver
- Não olhe o passado, eu cuidarei. Eu disse, não leve nada. Nada para o caminho: "nem bordão, nem saco de viagem, nem pão, nem dinheiro, nem túnica extra".

terça-feira, 31 de julho de 2012

A comunidade das pipas.

Subimos, logo, no primeiro dia, no terraço da igreja. Como as laterais eram todas, praticamente, abertas, pudemos ver amplamente a comunidade. E lá no alto estavam os bandos de pipas voando de um lado pro outro no baixo céu cinza daquele dia. Eram muitos nos telhados em suas engenhocas coloridas e simples. Aquele conjunto voador formava uma vista muito bonita. Aliás, muito representativa do lugar que estávamos; já que permanecia no ar, aquele que sobrevivia.
Ainda penso, e lembro da sensação de estar lá no Rio, na missão. Foi o lugar mais diferente, mais interessante, mais desafiador.
Entramos na comunidade acompanhados com nossos guias, por segurança. Os olhares eram desconfiados e sorriamos suando frio vendo as armas nas mãos de alguns. O lugar era bem sujo, com muitos gatos e cachorros a todo canto, casas e lojas abarrotadas, homens bebendo e fumando. Ainda sim, entramos acompanhados da palavra de Deus, assegurados do que Ele nos prometia do que estava por vir.
Nos preparamos e logo realizamos as *EBF's. Limpamos a igreja Ebenezer, e preparamos tudo que trouxemos. Durante os 3 dias de EBF, aproximadamente 230 crianças vieram. Eles eram bem agitados e foi difícil manter o controle; nos esforçamos para cumprir nosso programa, crendo, enfim, que só podíamos mesmo era preparar um caminho pra Jesus.
No meio de tudo isso, mais do que as EBF's, ou o avivamento a noite, o momento que mais tive contato com Deus foram nos QT's ou momentos de silêncio em que podia refletir e pensar no que eu estava fazendo e aprendendo na missão, e o que estava fazendo como filha e serva de Deus naquele lugar. Só no final da missão pude perceber que estava fazendo as coisas muito no automático, quando li a passagem que Jesus tinha seu tempo com Deus, isolado, para orar. Percebi também, no meio da missão como creio pouco na autoridade de Deus na minha vida mesmo, ignorando milagres que Deus realizou na minha vida desde que o conheci.
Um grande milagre que Deus mostrou ao nosso grupo foi através de uma vida. Seu nome é Alexandre, grande, robusto, muito alto, com voz grossa e andar pesado, um homem que foi muito carinhoso a nossa equipe e compartilhou um pouco do muito que Deus mudou sua vida. Sua vida é testemunho de como Deus é Deus. Ele nos contou, ao mostrar algumas casas com marcas de balas em certas ruas da favela sobre os tiroteios que já participou e locais de encontros que teve com os "irmão", enquanto fazia parte do tráfico de drogas, em que já foi responsável de alguma parte da organização. Cantou, em um dos avivamentos uma música, um rap, que escreveu enquanto estava na prisão, cumprindo a pena, a qual ele mesmo se entregou, falando sobre a alegria que ele tem em Deus.
Senti o amor de Deus através da vida do Alexandre, quando ele nos serviu nos acompanhando e em todas as refeições que nos servia primeiro, seja distribuindo guardanapos, seja servindo a comida, ou nos falando *"mokjaa" ou *"jip eh gajaa". E vi como meu Deus é grande por mudar a vida de um ex-traficante, que nos serviu na missão.

Não sei se algum dia, terei a chance de viver a mesma experiência em meio a uma missão, de estar em uma comunidade, graças ao nome de Deus, servindo um pouco. Só sei que...tudo que vi, senti, presenciei foi...real e que eu não quero voltar a ser simplesmente a mesma coisa.


*EBF é escola bíblica de férias, digamos, que é um culto com apresentações de teatros, louvor, e dinâmicas especialmente às crianças; mokja é "vamos comer" em coreano; jip eh gaja é "vamos para casa", ambos em alfabeto romano, só como referência.

Missão de 2012.

Antes da missão começar, fiquei muito ansiosa. Estava com medo de atrapalhar os caminhos de Deus por alguma causa minha. Mas no estava no ônibus, enquanto fazendo meu devocional entendi que não devia esperar simplesmente estivesse comigo para me consolar de uma insegurança porque Deus não se encaixa em um padrão que estabeleço, das coisas que eu creio que Ele havia de realizar. Deus estava a realizar a obra dEle e eu estava apenas fazendo parte dela através da graça.
Então os preparativos começaram e as EBF's, avivamento também.
Uma das coisas que entendi na missão foi um pouco do porquê o amor de Deus é tão importante, de acordo com Ele. Porque o amor de Deus é verdadeiro.
Vi, seja na recepção ou nos louvores ou em pequenos momentos que falava com as crianças, o cheiro de sujeira, alguns olhos bem amarelados, de crianças que estavam drogadas, meninas com roupas bem curtas, e várias marcas de machucados nos braços ou no rosto das crianças, e principalmente, os olhares vazios, em meio da miséria e falta de atenção de pais despreparados. Entendi que...nenhum amor chegaria a eles em simples atitudes minhas de carinho. Somente em oração, pedindo que elas sentissem  mesmo, o amor de Deus, que Ele dividiu conosco em nossas vidas, a ser compartilhado mesmo, seria algum diferencial...porque só o amor de Deus é completo e só o amor de Deus dá esperança a qualquer pessoa de viver.
Também percebi o quanto a cada preparativo ou término da EBF, principalmente, eu esperava algum tipo de reconhecimento pelo cansaço ou trabalho que realizei. Fiquei comparando o quanto eu me canso sozinha, esperando coisas que não devia esperar, na igreja, no departamento que participo, do pré-escolar. Até, entender enfim, que todo meu descanso verdadeiro estava em Deus e que muito do que eu fiz como professora, foi um trabalho muito meia-boca para Deus e eu sabia. Me perguntei do que eu reclamei tanto, vendo os professores e líderes de ministérios de crianças nas igrejas de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Parada de Lucas(RJ), que se dedicavam, em persistência apesar de toda falta de estrutura ou técnica ou mesmo condições. 
Tempo de Deus foi  tema da nossa missão de 2012, entendi, conversando com Deus que muitas dificuldades que enfrento são consequências das coisas que não cumpro no tempo certo, de Deus; que há tempo de louvar, tempo de depender, tempo de obedecer, tempo de estudar, tempo de abrir mão, tempo de agradecer, tempo de reconhecer e tempo de persistir.
Na missão, o que mais aprendi foi como eu me porto diante de Deus em minha vida de fé, muitas vezes muito incrédula, muito egoísta e desobediente.
E, bom...a missão permanece, porque ela não acabou.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Peso do pecado...

Deus...
Estou com medo. Medo de não conseguir me superar e olhar somente a Ti.
Tenho medo dessa conspiração dentro de mim Deus, tenho medo de não saber usar suas bênçãos.
Senhor Deus...não permite que minhas cobiças sejam maiores. Não deixa buracos do meu passado serem, para mim, justificativa pra pecar com gosto. Permite que a missão seja somente ao Senhor, Deus.
Tira qualquer sentimento meu de ostentação que tenta me derrubar. Tira de mim...tira de mim...tira de mim.
Sei que estás me guiando, mas a escuridão que habita em mim, da minha natureza parece tão profunda Deus.
Deus, que pela Tua graça eu me lembre dos milagres que você tocou e fez na minha vida. Milagres nos meus hábitos, na minha postura com a vida, na visão diante das pessoas, nas reuniões de oração, nos louvores, nos cultos, nos devocionais, em conversas, nos carinhos dos aluninhos, em aconselhamentos, em momentos de oração...




Em nome de Jesus Cristo. Amém.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

"Give me your eyes so I can see"

  Quanto mais conhece Deus mais eu o estranho. É estranho demais como Deus é real.
É bem mais fácil crer em qualquer tipo de ciência, que diz que religião é consolo; quer em qualquer fantasia que crio; crer em qualquer coisa que agrego a mim pra ser suficiente; crer que qualquer teoria que criam e não vivem.
  Só que, quanto mais me aprofundo no mar da graça de Deus, em meu relacionamento com Ele, vejo um pouco melhor as coisas, que passar a ter mais sentido. Talvez. Como por exemplo, a batalha espiritual que vivo por trás de ingenuidade, no meio de contradições ainda cheios de propósitos. O plano de Deus se revela tão completo, que mal posso entender, na verdade. Mas...venho me impressionando mais, mais,  mais e mais.

  Descobri mais um "pecado-vício". Mais uma grande fraqueza que me faz mais animal do que qualquer coisa, Mas é nessa dependência que entendi, um pouco mais, como Ele é, por saber quem sou. É sinistro como Deus conhece tão bem meu passado, como me guia hoje, no presente, e como Ele constrói, diante dos meus olhos, meu futuro.

sábado, 23 de junho de 2012

Ignorância.

  No meio dos meus sentimentos, me encontrei muito lamentosa. Querendo me senir capacitada, mas sozinha, empurrando as coisas com a barriga, pela preguiça, evitando confiar em Deus, porque é difícil abrir mão.
  A partir do momento que percebi que há muito mais coisas fora do meu controle, fiquei estessada e tentei atar todas as cordas que pesavam, deixando-as pesando mais.
  Me encontrei sem querer entregar nada a Deus quando a missão estava chegando, quando meus compromissos como professora do ministério pré-escolar da igreja estavam pesando e ainda faltavam algumas provas da faculdade para estudar. Quis tanto, achar que tinha poder com tudo que aprendi com Deus, mudei e já entreguei, que fiquei parada. Ignorando o que Deus fez por mim, fazendo dos milagres de Deus algo óbvio, não motivos de agradecimento. Assim, Deus foi me mostrando que falta mesmo muito chão seja ao enfrenar pessoas inesperadas e situações que exigem mais maturidade e mais diligência.

  Enquanto orava numa reunião de oração para a missão percebi que meus pecados, que os assumi certos, abriram muitas e muitas brechas. Senti opressão e clamei a Deus. Entendi que me senti oprimida pelas brechas que podiam ser apontadas, pelas coisas que não fiz. Vendo que era tempo de entregar louvor verdadeiro, acordar a uma realidade que Deus estava me chamando, numa vida que Ele me deu e não que eu mesma dei vida, entendi que era mesmo, tempo de me entregar a Deus.
Como Deus é completo...
  Cada pensamento, cada impulso, cada tipo de sentimento Deus conhece tão bem e me coloca no caminho da única forma que o ouviria e olharia pra Ele, reafirmando o que me disse:
"minha graça te basta."